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A bet de Flávio? PF apura se senador era sócio oculto da Best Bet

Flávio era “usuário máster” de conta de offshore ligada à dona da casa de apostas de Willer Tomaz, que pagou viagens do senador. Os dois negam irregularidades.

A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) era sócio oculto da Best Bet, casa de apostas do advogado Willer Tomaz, seu amigo. A suspeita foi revelada pela revista piauí, com base em documentos obtidos no Brasil e em Portugal.

A bet pertence à Rede Loto, controlada pela Cathedral Holdings, offshore da Ilha da Madeira. Segundo o Metrópoles, a Cathedral pagou viagens de Flávio e de sua família.

A Cathedral divide sede, dono no papel e administrador com a Alcazar Holdings. Flávio era “usuário máster” da conta da Alcazar no Santander, com poder de movimentar valores, até maio de 2025.

A Rede Loto pagou R$ 5 milhões pela licença da Loterj, a loteria do Rio, em maio de 2023. A documentação foi aprovada em um dia pelo então presidente do órgão, Hazenclever Cançado, apontado pela Folha como indicado por Flávio.

Segundo o Metrópoles, a empresa lançou Loto Carioca e BestBet e abandonou cada operação pouco depois, quase sem publicidade. Para a piauí, a Best Bet encerrou as atividades em 2025, após decisão do STF que a impediu de operar em todo o país.

Willer diz que a Rede Loto “nunca lançou operação de apostas” e que a amizade com Flávio “não pode ser criminalizada”. A empresa afirma ter mantido um único site no ar, sem campanha, com R$ 732 mil em depósitos em dois anos e meio.

Flávio disse ao UOL que nunca manteve conta com Willer ou suas empresas como usuário máster. Ele não respondeu à piauí nem ao Metrópoles.

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